Dioceses Especial

“Olhar o futuro e se dispor a viver da herança recebida, suscitando e formando novos protagonistas e agentes na evangelização”

Entrevista: bispo diocesano fala sobre os 60 anos da Diocese de São João da Boa Vista

No dia 20 de novembro, seguindo as recomendações de distanciamento social, a Diocese de São João da Boa Vista esteve reunida na Catedral, em São João da Boa Vista, para celebrar os seus 60 anos, completado no dia 31 de julho.

Em entrevista ao site do Regional Sul 1, Dom Antonio Emidio Vilar, bispo diocesano de São João da Boa Vista, teceu comentários sobre os 60 anos de história da Diocese criada por São João XXIII e suas perspectivas para a continuidade da missão evangelizadora. Entre os temas ressaltados pelo bispo, destacam-se: a memória, a celebração jubilar e o compromisso.

A primeira característica é a memória dos protagonistas da evangelização, Bispos, Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Leigos e Leigas, Movimentos, Novas Comunidades, Pastorais, e o resgate histórico, em especial dos santos: Bem-aventurado Donizetti (Tambaú), Venerável Roberto Giovanni (Casa Branca), Serva de Deus Lurdinha Fontão (São José do Rio Pardo), Servo de Deus Matheus Van Herkhuizen (E.S. do Pinhal) e Servo de Deus Tomás Vaquero (bispo de 1963-1991). A segunda, a Celebração jubilar pelas maravilhas que o Senhor realizou na Diocese, comemorando os passos dados, as conquistas realizadas e agradecendo a Deus e a todos os que se envolveram nesta história. A terceira, o compromisso que nos resta renovar diante de tantos bons exemplos. Olhar o futuro e se dispor a viver da herança recebida, suscitando e formando novos protagonistas e agentes na evangelização.

Leia a seguir a entrevista:

Quais foram os principais desafios celebrados pela Diocese ao longo desses 60 anos?

Os principais desafios da Diocese nesses 60 anos foram:

  1. O Concílio Vaticano II, sua realização e implementação, pois a criação da Diocese ocorreu em 1960.
  2. Os leigos que aqui foram atuantes em Movimentos Eclesiais (Cursilho, Caminho, Focolar, RCC, etc.), em Novas Comunidades (temos 16 comunidades destas, entre as quais, a CMPS (Comunidade Missionária Providência Santíssima), hoje presente em outras 20 dioceses, 6 fora do Brasil, e tem mais de 70 padres em seu quadro; Leigas Consagradas.
  3. As vocações sacerdotais a serem cultivadas, pois a Diocese não tinha padres, mas alguns de Ribeirão Preto, de onde saiu. O Apóstolo das Vocações foi Dom Tomás Vaquero, Servo de Deus, que batalhou e criou uma verdadeira cultura vocacional que dá muitos frutos.

O que representa para o senhor a celebração desses 60 anos da diocese de São João da Boa Vista?

Este Jubileu de diamante representa para nós três coisas: Memória, Celebração e Compromisso. Memória dos protagonistas da evangelização, Bispos, Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Leigos e Leigas, Movimentos, Novas Comunidades, Pastorais, e o resgate histórico, em especial dos santos: Bem-aventurado Donizetti (Tambaú), Venerável Roberto Giovanni (Casa Branca), Serva de Deus Lurdinha Fontão (São José do Rio Pardo), Servo de Deus Matheus Van Herkhuizen (E.S. do Pinhal) e Servo de Deus Tomás Vaquero (bispo de 1963-1991).

Celebração jubilar pelas maravilhas que o Senhor realizou na Diocese, comemorando os passos dados, as conquistas realizadas e agradecendo a Deus e a todos os que se envolveram nesta história.

Compromisso é o que nos resta renovar diante de tantos bons exemplos. Olhar o futuro e se dispor a viver da herança recebida, suscitando e formando novos protagonistas e agentes na evangelização.

O senhor pode explicar os acontecimentos que marcaram as comemorações dos 60 anos da Diocese?

Para as comemorações, tivemos um vídeo destes 60 anos, elaborado pela UNIFAE e a Pastoral Universitária; criamos uma comenda para pessoas que se destacaram nesta história; celebramos uma Missa de Ação de Graças no dia 20 de novembro, pois a pandemia não nos permitiu na data de criação da Diocese, 31 de julho.

O senhor criou uma comenda para homenagear pessoas que se destacaram na história da diocese. Pode explicar um pouco sobre esta iniciativa?

A comenda, que passa a levar o nome do segundo bispo da diocese, “Dom Tomás Vaqueiro”, hoje em processo de beatificação, foi criada para homenagear pessoas que se destacaram nesta história foi uma ideia de olhar a história e agradecer a tantos protagonistas. A opção dos nomes seguiu critérios levantados pela coordenação pastoral e os conselhos diocesanos.

E de que forma as paróquias, movimentos, pastorais e todo o Povo de Deus desta Igreja Particular, vivenciaram os 60 anos da Diocese de São João da Boa Vista?

Com a pandemia, este ano, não deu para celebrar como gostaríamos. Contudo, a Diocese vivenciou o Jubileu com a PASCOM e a mídia digital que cresceu muito este ano. O ponto alto da celebração, a Missa de Ação de Graças, foi compartilhada por um número tão expressivo que muito nos alegrou.

Que boas perspectivas o senhor teria para a Diocese de São João da Boa Vista?

Minhas perspectivas para a Diocese são muito otimistas. Entre tantas, destaco estas: os cinco candidatos aos altares são nossa locomotiva. A cultura vocacional existe e continua no SAV (Serviço de Animação Vocacional), nos Seminários (Propedêutico, Discipulado e Configuração), neste clero numeroso que está se abrindo às Igrejas Irmãs, com espírito missionário, na Escola Diaconal, na Escola de Leigos e na Formação das Novas Comunidades. A atuação do Conselho de Leigos tem suscitado iniciativas como Semana Teológica, Pastoral Fé e Política, etc. Agradeço muito pela atenção que nos foi dada com esta entrevista! Deus os abençoe muito!

 

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