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“Olhando o texto de Emaús (Lc 21, 13-35) – entre tantos outros textos – , percebemos como Jesus se insere na vida dos dois discípulos. Neste ano, especialmente, somos convidados a fazer a experiência do diálogo, em família, em casa, diante desta pandemia”. O comentário é do Padre Valdemar Aparecido dos Reis, vigário geral da Prelazia de Tefé (AM) e integra o Projeto de colaboração missionária entre os Regionais Sul 1 (Estado de São Paulo) e Norte 1 (Estados do Amazonas e Roraima), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em artigo publicado no boletim da Prelazia de Tefé.
Eis o texto.
Quaresma: “Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação. Ao Pai voltemos, juntos andemos / eis o dia da salvação”.
Um tempo propício para vivenciar ações concretas na prática do amor, para celebrarmos a Páscoa com Jesus.
A Quaresma nos oferece um caminho através de uma catequese que nos remete ao nosso Batismo. Um caminho de conversão, que transborda para a vida no dia a dia, em nosso relacionamento com a sociedade, as culturas, a vivência da fé. Um processo interior que nos lança para o Diálogo.
Dialogar é uma das experiências da nossa vida e convivência nos diversos ambientes em que vivemos. Uma proposta desafiante.
Diante da pandemia que estamos presenciando atualmente, o Diálogo propõe construí caminhos que levem à luta para superar um conjunto de crises em que estamos atravessando.
Ao abordar o Tema do Diálogo, a Campanha da Fraternidade propõe uma pedagogia que já se consolidou em nossa caminhada quaresmal. A partir de um tema, ligado à nossa realidade, propõe um caminho concreto para viver a Quaresma há quase 60 anos no Brasil.
Esta é a quinta experiência de construir uma reflexão da fraternidade na dimensão ecumênica (2000, 2005, 2010, 2016, 21021).
Dialogar é mais do que conversar, que constitui um primeiro passo para conhecer as pessoas. Mas não basta conhecer, É necessário acolher, partilhar e vivenciar ações que caminhem nessa direção. É preciso avançar para que se possibilite construir uma cultura de paz.
Jesus dialogava. Olhando o texto de Emaús (Lc 21, 13-35) – entre tantos outros textos – , percebemos como Jesus se insere na vida dos dois discípulos (e das pessoas que vinham ao seu encontro) que iam pelo caminho com seus desânimos e frustrações. Ao dialogar, o “peregrino estrangeiro” foi inserido na vida dos discípulos e, convidado para entrar na casa, conviver mais, dialogar mais e partilhar. O diálogo se plenifica e os dois reconhecem o Ressuscitado. E o diálogo não para por aí, pois eles saem ao encontro dos outros discípulos para dialogar com eles e ajuda-los a confirmar a novidade da ressurreição.
Neste ano, especialmente, somos convidados a fazer a experiência do diálogo, em família, em casa, diante desta pandemia que se estende, sem perdermos a nossa direção na caminhada em construção do Reino de Deus. Mantenhamos nosso olhar fixo em Jesus Cristo.
“Cristo é nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14a). Que este tempo favorável da Quaresma, no Diálogo, construamos um caminho de paz para vivermos a realidade da Ressurreição.
Pe. Valdemar Aparecido dos Reis, Vigário Geral