Comissões Episcopais Pastorais

Missa de envio e Missão nas casas marcaram o encerramento do Encontro Estadual Missionário

DSC08677_reduzidaO 33º Encontro Estadual Missionário, realizado pelo COMIRE – Conselho Missionário Regional Sul 1 da CNBB nos dias 23 a 25 de agosto de 2013, no Colégio “Ressurreição” de Catanduva, SP, Teve como destaque no encerramento, a missa de envio e missão nas casas da Comunidade Sé Catedral de Catanduva.

A imagem missionária de Nossa Senhora Aparecida, que percorreu todas as paróquias, escolas católicas e unidades terapêuticas da diocese de Catanduva, foi trazida ao local do encontro pelos componentes da Banda Marcial Juvenil do Colégio Ressurreição, que executou várias músicas católicas. “Foi uma experiência missionária inesquecível, que plantou sementes das quais colheremos muitos frutos para o Reino de Deus”, disse padre Marcelo Delalíbera, pároco da Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida e assessor do COMIDI catanduvense.

A acolhida aos participantes foi feita por Maria de Fátima da Silva (Fatiminha) e Padre Everton Aparecido da Silva, coordenadora e assessor do COMIRE respectivamente, sendo apresentado um vídeo com mensagem de Dom Vicente Costa, presidente do Conselho Missionário Regional Sul 1, saudando os participantes e abençoando a todos. O bispo não participou deste encontro por motivo de viagem.

 Dom Otacílio Luziano da Silva, bispo diocesano de Catanduva fez a introdução do encontro, comentando o tema “Paróquia Missionária e seus desafios urbanos à luz do Concílio Vaticano II no Ano da Fé”. “O missionário não deve ter como referência a sua pastoral, movimento, paróquia, mas deve ter uma visão ampla, aberta a todos, em especial os que estão longe da Igreja”, disse. “O Documento de Aparecida diz que devemos estar em estado permanente de missão, não mais em estado temporário. Nunca deve parar. Deve ser de acordo com as necessidades atuais. Uma das realidades atuais é a crise da Fé, por isso o Ano da Fé instituído por Bento XVI”, completou o bispo.

 O tema “Paróquia Missionária e seus desafios urbanos à luz do Concílio Vaticano II no Ano da Fé” foi desenvolvido pelo assessor padre Gélson Luiz Mikuszka, C.Ss.R, de Curitiba, Pr. O missionário redentorista, autor de livros e teses sobre a missionariedade da paróquia, apresentou seu trabalho com interatividade com a assembleia, composta de 120 missionários das Sub-regiões pastorais do Regional Sul 1. Iniciou falando do poder simbólico de uma instituição, no caso a Igreja: “O sentido da fé religiosa é fazer diferença na vida das pessoas. A visibilidade da fé na sociedade se dá pela instituição”, disse.

“O poder não está na estrutura da paróquia, mas em quem o exerce. O padre, o diácono, o bispo está a serviço da comunidade. É a comunidade quem dá esse poder. O poder simbólico só pode ser exercido quando reconhecido. Por isso, é muito importante a participação da comunidade nessa estrutura. Mas há um perigo: se quem exerce o poder simbólico age por si mesmo, deixa de lado a missão, o bem comum se transforma em bem individual. Aí, a paróquia não cresce porque não tem participação, as pessoas se sentem desmotivadas na missão, o processo missionário não acontece e muitos deixam seus trabalhos pastorais, e até deixam a Igreja”. Falou ainda da formação de pequenas comunidades, fazendo memória das CEBs e sua importante contribuição à Igreja. “É necessário formar discípulos missionários, para que as experiências comunitárias deem novo alento e faça surgir uma nova paróquia, descentralizada, com participação efetiva de todos”, completou padre Gélson.

 O Terço Missionário foi rezado na tarde do sábado no pátio do Colégio, com tendas e ícones de Nossa Senhora representando os 5 continentes. À noite, os missionários participaram de missa na Sé Catedral Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo bispo diocesano dom Otacílio Luziano da Silva. Na homilia dom Otacílio exortou os missionários a não esmorecerem: “Missionário é corajoso, enfrenta os desafios porque sabe que Deus vai à sua frente. Exorto-vos a ir em frente, na missão, pois há muitos que precisam ouvir a Palavra e são poucos os que anunciam. Portanto, coragem, irmãos”.

 Após a missa, os missionários participaram de carreata pelo centro de Catanduva, atrás de um carro de som, anunciando a todos a alegria da missa. No retorno ao Colégio “Ressurreição”, houve a “Noite Cultural”, preparada pelo COMIDI local e paroquianos da Catedral, com um resgate às tradições da cidade, conhecida como “Cidade Feitiço” e detentora por décadas do título de “melhora carnaval do interior paulista”. A apresentação da Escola de Samba “Cruzeiro do Sul” empolgou a todos, além dos “bonecões” simbolizando personagens populares e de jovens com roupas típicas de bruxas, simbolizando a “Cidade Feitiço”.

O destaque no domingo, antes do encerramento oficial foi a celebração da missa de envio na igreja do Colégio, presidida pelo missionário padre Pedro Facci e concelebrada pelos presbíteros e diáconos participantes. Fatiminha anunciou no final da celebração que a Arquidiocese de Campinas será a sede do 34º Encontro Estadual Missionário, sendo que a delegação do COMIDI daquela cidade recebeu a imagem missionária de Nossa Senhora Aparecida do COMIDI de Catanduva.

Após a oração de envio, os missionários, dois a dois, percorreram várias ruas no entorno da Catedral, para anunciar nas casas. A ação missionária foi bem acolhida por muitas famílias católicas e evangélicas. Foi a primeira vez que a ação missionária nas casas ocorre durante o Encontro Estadual. Reunidos por sub-regional, muitos missionários testemunharam com alegria a experiência desenvolvida.

O 33º Encontro Estadual Missionário foi encerrado com as orações finais e bênção ministradas pelo assessor padre Everton, seguida do almoço, oferecido pela comunidade da Catedral.

 De Catanduva, Diácono Pascoal

 

 

 

 

 

 

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