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Espírito missionário na dimensão social

Pe. Salvador Maria Rodrigues, da diocese de Guarulhos e participa do projeto Missionário mantido pelo Regional Sul 1 da CNBB, na diocese de Pemba, Moçambique, África. Atualmente está em Mazeze.

         Todo o caminhar da evangelização, tende-se a conduzir os irmãos sempre mais ao encontro da experiência com o Amor Misericordioso de Deus Salvador e libertador, o Deus salvífico que no percurso da história mostra a sua benevolência pela a ação do Espírito Santo, permitindo que em todos os tempos, experimentemos sempre de novo, o sabor que têm as coisas de Deus, quando feitas no amor e na gratuidade do apostolado. Estimados Cristãos da Diocese de Guarulhos, O Evangelho de São Marcos segundo alguns biblistas, nos é apresentado como: o Evangelho do Caminho; um convite sempre atual para nossas comunidades de “fé”, porque muitos seguem Jesus, mas ainda, o mais grave não o conhecem! Muitas são as ideologias que nos impedem de ver a mensagem de Jesus Cristo, mesmo vivendo numa comunidade de fé. Deus nãos se faz longe das pessoas; assim a nossa pastoral, o nosso ser missionário e o nosso agir enquanto comunidades de fé, não pode de maneira alguma, testemunhar sua adesão ao Evangelho, isoladamente do mundo em que vivem as pessoas, nossos irmãos!

        É necessário recomeçar a caminhada tendo a fé em Jesus como Guia (Mc 16,9020). Os sinais a acompanhar aqueles ou aquelas comunidades que crerem, somente será possível, se a fé estiver presente no olhar da Comunidade. Jesus é companheiro desta caminhada, mas exige antes, a fé Nele. Está fé, é a chave para poder caminhar com Jesus. Sem um sentimento de reconhecimento de gratuidade na própria história de vida, não se é possível ser missionário, doar a vida na comunidade em favor dos irmãos e, para o Reino de Deus.

       Todos aqueles que tiveram fé, se tornaram bons discípulos! Seria aconselhável, recomendar os mais jovens aperceberem o testemunho, a caminhada de fé dos mais velhos nas comunidades e respectivamente, em suas famílias; Nós mesmos temos visto muita gente de perto e de longe, que caminharam na fé, muitas passaram pelas as nossas vidas ou, pelas nossas comunidades e sem mesmo conhece-las pessoalmente, passamos a conhecê-las pelo testemunho de fé, que nos deixaram na comunidade. Seguir o caminho de Jesus Cristo é antes de tudo aprender a escutar o senhor e ao mesmo tempo, encontrado neste Amor de Deus revelado em sua própria história pessoal, se deixar “transformar” em discípulos -missionários fascinados pelo Evangelho e pelo Reino de Deus! O Cristão aonde quer que o Senhor os enviou, seja em uma comunidade de fé, numa pastoral ou movimento, somos todos chamados a oferecer o nosso testemunho ali, com muita entrega de nós próprios!

        Nosso discipulado se amadurece e se santifica nesta dimensão contínua de sermos “buscadores incansáveis de Deus em nossas vidas”, para com maior autenticidade apresentar ao mundo, o Cristo Verdadeiro de Deus! É necessário pedir pela via da oração ao Senhor, esta graça de não perdermos esta fé porque através dela, é que buscamos a face do Senhor. Nossa missão como Igreja é antes de tudo, está junto, caminhar junto com o povo de Deus: com as crianças, com os jovens, os velhos e os adultos. Eis a mais nobre forma de ser presença Redentora nesses últimos tempos, em que podemos oferecer a nossa fé. A terceira Exortação do Santo Padre, o Papa Francisco sobre o Chamado a santidade no mundo atual, publicada no dia 19 de Março do ano corrente, é um convite possível de que todos nós sem exceção alguma somos e podemos ser santos! O Papa fala sobre a alegria e a chamada à santidade, doenças que impedem a santidade (n. 35\ 57).  Os caminhos de santidade (n. 88-89).  A grande regra da vida (n. 100).  Gastar-se na Misericórdia (n. 159). O combate contra o Maligno (n.174).  E a chamada de atenção. Todos nós, somos aspirantes ou quem ainda não é, seja de uma vida santa. Eis o desafio, que nos lança o santo Padre, O Papa.

        A vida de santidade está assim intimamente ligada à vida de misericórdia, a chave para o céu. Uma santidade que não nos pede que “abandonemos as pessoas”, mas que estejamos junto com elas para sermos o bom Odor de Cristo que as consola, leva esperança, ergue os que estão à beira das estradas e dos caminhos existenciais, como às crianças que são muitas vezes órfãos, e desprovidas de tudo, e de todos. Ser Santo, é permanecer com, está junto, sofrer com etc.. A santidade consiste também, em não queremos caminhar sozinhos, embora achemos que andaremos com maior velocidade; a paciência é que faz com que realmente, sejamos identificados como pastores do rebanho, que acompanha o rebanho mesmo com passos vagarosos. Deus abençoe a cada um, e unidos em oração, peço a Santíssima Virgem Maria, que nos conceda a capacidade de imitá-la e ao seu exemplo de fé nos permiti ser guiados unicamente pela fé em Jesus Cristo e a Igreja nossa Mãe e Mestra. Vosso servo e irmão,

 

Pe. Salvador Maria Rodrigues de Brito.

 

O artigo, na íntegra, pode ser conferido na edição impressa do jornal “Folha Diocesana”. Reproduzimos abaixo, com autorização do padre Salvador Maria Rodrigues de Brito, o artigo do qual ele é autor.

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