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Encerrado o Seminário Nacional da 5a. SSB com muitos subsídios

DSC07836_reduzidaFoi encerrado nesta quarta-feira, 22 de maio, o 4º Seminário Nacional da 5ª Semana Social Brasileira, com participação de aproximadamente 70 pessoas, representando pastorais e movimentos sociais, comunidades tradicionais, movimentos da sociedade civil e Igreja Batista. Teve como local o Centro Cultural de Brasília, DF, com início no dia 20 de maio.

O objetivo principal da pauta, preparação para a 5ª Semana Social Brasileira, que será realizada no período de 2 a 5 de setembro de 2013, no mesmo local, foi alcançado, segundo avaliação da maioria dos participantes. Também foi confeccionada uma Carta que será divulgada na imprensa, contendo as angústias que o debate destes dias provocou.

Na parte da manhã, em grupos de reflexão, foram elencadas bandeiras a serem defendidas na Semana Social Brasileira: 1) a defesa das comunidades tradicionais; 2) a reforma política, através da conquista da democracia direta e participativa, aliada à luta contra a corrupção e desvios de dinheiro público; 3) a democratização dos meios de comunicação social; 4) o controle do judiciário; 5) o Marco Regulatório, com debate prioritário com o Estado e a Sociedade Civil. Outras bandeiras também foram elencadas: dívida pública; maioridade penal; trabalho escravo; tráfico de pessoas; violência rural e urbana e contra adolescentes e jovens; projeto saúde + 10 (abaixo assinado sendo coletado pela Pastoral da Saúde).

Como processo, foi sugerida a continuidade do tema, buscando atingir mais concretamente as bases e os movimentos sociais não ligados à Igreja. Lamentou-se a pequena participação de vários segmentos da própria Igreja e do Clero. Como gestos concretos: apoiar as iniciativas populares; promover caravanas pelos regionais com equipe de formadores e de informação sobre a 5ª Semana; divulgação do tema através de spots e vídeos para a mídia, em especial para a mídia católica.

Antes do encerramento, o coordenador padre Nelito Dornelas fez os comunicados e encaminhamentos, e irmã Delci, da equipe de coordenação explicou sobre o instrumento de relatórios que deverão ser preenchidos pelos regionais, pastorais e movimentos após a realização de eventos ligados ou tematizados com a 5ª SSB.

Dom José Luiz Ferreira de Salles, bispo de Pesqueira, PE, integrante da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, e o pastor José Marcos, da Igreja Batista de Recife, PE, fizeram as orações finais, e a bênção foi dada através do abraço fraterno, lembrando que 22 de maio é o “Dia do Abraço”.

Os subsídios serão compilados em reunião da Equipe de Coordenação nos dias 9 e 10 de julho, em Brasília, na sede da CNBB.
Mística resgata oração e tradição indígena no Seminário da 5ª SSB

Os trabalhos desta quarta-feira (22) do 4º Seminário Nacional da 5ª Semana Social Brasileira foram abertos as 7h com uma mística conduzida pela delegação do Ne 1, marcada pela solidariedade para com as nações indígenas ameaçadas de extermínio e o resgate das suas tradições.

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Mística dos indígenas marcou encerramento do seminário

O ato foi iniciado com a mística dos indígenas da India, com a água perpassada através de flores com a saudação: “O Deus que está em mim, acolhe o Deus que está em ti”, seguida do abraço. Em seguida foi lida a carta enviada pela nação Guarani-Kaiowa ao Governo Federal e ao STF, denunciando a decisão da justiça federal de Naviraí, MS, que expulsa os donos da terra para favorecer fazendeiros e o agro negócio. Na carta, explicitam a decisão de permanecer em seu território, terra de seus ancestrais, ainda que isso cause a morte de todos. “Preferimos morrer e ser sepultados aqui, que sair de nossa terra”. Estão passando fome e outras necessidades básicas, porque estão cercados e ameaçados de capangas armados dos fazendeiros, isso com total apoio da Justiça Federal e da omissão do Governo Federal. “O Estado que deveria nos proteger, quer nos dizimar”.

Ivo Poleto, do Fórum Mudanças Climáticas, fez um apelo em sua oração para que sejamos solidários e atuantes na defesa dos índios, que querem proteger a terra, a água, a floresta. “É o momento de agirmos inspirados pelo Equador e Bolívia, que inseriram em suas constituições a temática do Bem Viver, defendendo a vida em todas as suas instâncias. Que isso seja inspirador para o Brasil”, disse.

O ato místico e solene se encerrou com as palavras de Hilário Xakriaba, da nação Xakriaba de São João das Missões, norte de Minas Gerais, que alertou sobre a dizimação dos índios e da exploração física e sexual de meninas índias, além da inserção às drogas, na fronteira com o Paraguai.

Cantou em seguida uma canção de lamento e conduziu uma dança tradicional de seu povo, que tem raiz na nação Gê. A dança e o canto teve a participação de todos. Foi um momento forte de espiritualidade, de força do alto, de alimentar os sonhos e manter viva a esperança.

De Brasília, Enviado especial pelo Fórum das Pastorais Sociais, Diác. José Carlos Pascoal

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