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No dia 16 de julho, participantes do encontro nacional Encantar a Política, promoveram um Seminário Encantar a Política a nível de estado de São Paulo, ocorrido na cidade de São Paulo. Convidando representações de todas as pastorais sociais a nível estadual, bem como organismos eclesiais e algumas organizações e movimentos sociais, este processo contou com diversas reuniões on-line de preparação e partilhas da proposta.

Neste dia foram dois momentos importantes: Pela manhã, todos foram convidados a participar do Ato inter-religioso, na Catedral da Sé, por “Bruno e Dom, pelos povos indígenas, pela Amazônia, pela democracia e pelos defensores dos direitos humanos”; e, à tarde, no Centro Pastoral do Belém, cerca de 25 pessoas, representando diversos grupos e pastorais a nível estadual (PJ, Menor, Fé e Política, Comissão Justiça e Paz, CNLB, Pessoa Idosa, Operária, Ecologia e sindicato) se reuniram para um Seminário, com a partilha sobre a proposta Encantar a Política e, principalmente, para diálogo em grupos, em vista de ações conjuntas e estratégias para comunicar a política em nosso tempo atual. O “Encantar a Política” vem sendo impulsionado, ao longo do país, pelo CNLB, Comissão Brasileira Justiça e Paz, CEFEP, NESP e Movimento Nacional de Fé e Política.

O Ato inter-religioso foi uma muito forte expressão de “encantar a política”. Reunindo diversas lideranças religiosas para o momento, teve um alcance muito grande, com uma participação ampla presencialmente, bem como uma repercussão ampla na mídia eclesial, alternativa e corporativa, nacional e também internacional. Foi um Ato que, por ser inter-religioso, expressou comunhão e diálogo diante das divisões e polarizações atuais; ao ser na Catedral e com tantas representações, expressou o compromisso e a voz das religiões e da sociedade pela democracia e os direitos humanos; e ao trazer o Bruno e o Dom, recentemente assassinados por causa do compromisso com os povos indígenas, trazia fortemente a indignação pelas violências sistemáticas aos direitos humanos, inclusive com a participação do Estado, sendo, assim, um Ato de muita força política.

Com a inspiração e mobilização desse Ato, o encontro da tarde focou muito na partilha e no diálogo. Contou com o conhecimento prévio da proposta do Encantar a Política e do Caderno, compartilhados antes por uma formação virtual, de modo que foi traçado alguns passos: todos os participantes são uma Rede, em vista de somar esforços para Encantar a Política; não sendo mais uma pequena equipe, mas uma articulação bem maior de representações, para dinamizar o processo; se reunirão para aprofundar outras iniciativas e para formar grupos de trabalho, para animar este projeto a nível estadual, como uma equipe de comunicação, e organizar outras formações, seja presencial ou virtualmente; somando, também, com atividades que vem já fortalecendo a “melhor política”, como o Grito dos Excluídos, a 6ª Semana Social, a Romaria da Terra, a Economia de Francisco e Clara.

E para Tatiana Vieira, da Pastoral Fé e Política da Região Episcopal Lapa na Arquidiocese de São Paulo,

“o processo de construção de um novo encantamento da sociedade pela política deve se dar através do povo, da mobilização popular e do mutirão. A atual ameaça à democracia brasileira deve ser derrotada pelas urnas e pelas ruas”.