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Em missa, Padre Lúcio André Pereira é enviado para missão na Amazônia

No domingo, 31, Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, Bispo Diocesano de Registro, presidiu na Catedral São Francisco Xavier, na cidade de Registro (SP), a Santa Missa com bênção e envio missionário do Padre Lúcio André Pereira, pertencente ao clero da Diocese. Padre Lúcio realizará trabalho missionário, pelos próximos três anos, na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas, e viajará no próximo dia 24. O sacerdote vai integrar o Projeto de Colaboração Missionária entre os Regionais Sul I (Estado de São Paulo) e Norte I (Estados de Amazonas e Roraima), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No início da Celebração Eucarística, o casal César e Rosani Campos, que trabalhou na missão em Pemba (Moçambique) por quase 1 ano, procedeu a leitura de uma carta da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB, dirigida à Dom Manoel por ocasião do envio do Padre Lúcio André à Amazônia. A carta recorda que “Pe. Lúcio explicitou sua firme disposição de trilhar a via da missão, como também, a consciência das dificuldades a serem enfrentadas em terras amazônicas. E para encorajá-lo, recorre a palavras do Papa Francisco: ‘O missionário não tem medo das limitações, não desanima diante do joio, não lamenta nem olha o lado negativo. Isso é possível se o missionário for pessoa de oração, de vida interior, de mística e espiritualidade’”.

Na missiva, a Presidência também afirma que “é oportuno citar a necessária inculturação na região da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, terra com maciça presença de irmãos e irmãs indígenas, e que Pe. Lúcio chegará em um momento de particular sofrimento e dor da população amazonense, às voltas com os efeitos devastadores da atual pandemia e descaso para com a saúde de seu povo, de um governo ineficaz e insensível.”

No final da celebração eucarística, Padre Lúcio reafirmou seu antigo desejo de colocar seu “ministério sacerdotal a serviço de uma Igreja ainda mais necessitada de padres”. E continuou, “meu espírito missionário se inquietava com o clamor de muitas dioceses e paróquias que não têm padres”.

Sobre o trabalho missionário que desempenhará na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, Padre Lúcio afirmou não saber exatamente como será, porém, lembrou que na juventude já trabalhou como “garçom, servente de pedreiro, já ajudei meu pai na pesca, puxando calão de rede. Então, que tipo de missionário quero ser junto ao povo de São Gabriel da Cachoeira? Um missionário ‘garçom’, que serve as mesas para que o povo esteja bem alimentado da alegria do Evangelho. Um missionário ‘servente de pedreiro’, que não deixa faltar massa na caixa para que o povo e as comunidades que encontrarmos, assentem o tijolinho da esperança dia após dia. Um missionário, como ‘aquele que pega no calão da rede’, não como pescador principal, mas como aquele que ajuda a puxar a rede. Um missionário para estar junto com os outros missionários que lá estão, ajudando Dom Edson em tudo aquilo que ele precisar”.

Dom Manoel, que já realizou missões na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, ainda como superior provincial da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, recordou que a Diocese “tem o tamanho do Estado de São Paulo, já na divisa do Brasil com a Colômbia e tem uma população 90% indígena”.

Ao concluir a homilia, instantes antes de conceder a bênção missionária e impor a cruz sobre o clérigo, o bispo comentou a realidade missionária que Padre Lúcio encontrará: “o senhor vai para uma missão diferente! Uma diocese onde o padre, em alguns lugares vai a cada ano, a cada dois anos… aqui temos o padre sempre! Quando o padre vai, batiza, assiste casamento, atende confissões dos indígenas, celebra a Eucaristia, faz tudo na comunidade, porque tudo é muito distante e quase não vão padres. O Padre também passa um tempo na aldeia, anima os indígenas, convive com eles, prova da sua comida, dos peixes que eles pescam. É uma missão diferente, mas há um encanto nos olhos daqueles indígenas, há uma busca de Deus naqueles indígenas. Procure ouvir a voz de Deus para levá-la a esses nossos irmãos e irmãs”.

Representando o Conselho de Presbíteros da Diocese de Registro, o Padre Thiago Roberto Leon Ouriques, Pároco na cidade de Pedro de Toledo, afirmou “é um orgulho, que um irmão nosso parta em missão, vá para terras distantes, mais sofridas do que as nossas e encare com coragem os desafios que vão aparecendo e que alguns já conhecemos. O senhor leva um pouco de cada um de nós na sua missão e, certamente, àqueles que terão a alegria de participar do seu ministério, na sua dedicação e no zelo sacerdotal que sempre demonstrou, vão também encher de orgulho e alegria a nossa diocese”.

Ao final da celebração, respeitando os protocolos de saúde, Padre Lúcio recebeu o carinho de dezenas de fiéis provenientes das Paróquias de Sant’Ana (Pedro de Toledo), Catedral São Francisco Xavier (Registro) e Nossa Senhora do Rocio (Iguape), locais onde teve a oportunidade de desempenhar seus 15 anos de ministério: “escrevi 15 capítulos junto com a Diocese de Registro, junto com o povo de Deus aqui da nossa diocese. Agora, abro um parênteses e, por três anos, escreverei três capítulos diferentes de uma nova experiência, de uma nova realidade, com as dificuldades que virão, com os espinhos que a gente terá que sentir na carne, mas com certeza colheremos frutos muito bonitos desse tempo, colheremos muitas rosas perfumadas”, afirmou padre Lúcio.

O site do Regional Sul I da CNBB, disponibilizou um artigo de Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC a respeito do envio do Padre Lúcio André Pereira para a missão e entrevistou o presbítero com exclusividade. Para ler a entrevista, clique aqui.

Texto de Rubens da Cruz/Diocese de Registro. Foto César Campos/Comire

 

 

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