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Dom Manoel Ferreira dos Santos Jr comemora 25 anos de ordenação sacerdotal

Na manhã do domingo (05), Solenidade da Epifania do Senhor, Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC,  Bispo Diocesano de Registro, presidiu missa às 10h na Catedral São Francisco Xavier. Nesta celebração Dom Manoel comemorou os 25 anos de sua ordenação presbiteral.

Natural de Itapetininga, Dom Manoel foi ordenado sacerdote em 7 de janeiro de 1995, por Dom José Lambert Filho, na época Arcebispo Metropolitano de Sorocaba, na cidade de Sarapuí/SP.

Ao saudar os presentes no início da celebração, Dom Manoel exortou que a celebração fosse “um momento de oração, prece, sobretudo de ação de graças: agradecimento a Deus pela sua bondade, pela sua misericórdia, para comigo e para todo o seu povo”. A missa foi concelebrada por Dom Julio Endi Akamine, SAC, Arcebispo Metropolitano de Sorocaba, Dom José Luiz Bertanha, Bispo Emérito de Registro, sacerdotes diocesanos e padres religiosos atuantes na Diocese de Registro e Missionários do Sagrado Coração, congregação na qual Dom Manoel viveu praticamente toda sua caminhada sacerdotal. Estiveram presentes os familiares de Dom Manoel, fiéis de toda a Diocese de Registro e das diversas paróquias por onde o bispo exerceu seu ministério ainda como padre.

“O padre é construtor de pontes entre o humano e o divino”

 Ao proferir a homilia, Dom José Luiz Bertanha, Bispo Emérito de Registro, recordou as diversas etapas da caminhada vocacional de Dom Manoel, bem como de sua atuação como sacerdote e bispo diocesano, enfatizando que dois aspectos se fazem essenciais na vida do sacerdote “o lado humano é o chão da vida, a realidade que nos envolve, em sua complexidade e seus desafios. É o mundo que nos rodeia com suas angústias e esperanças. O sacerdote entra no sofrimento e limitações da vida dos irmãos, assim dando sua ajuda fraterna. O lado divino é a abertura da mente e coração para acolher as surpresas do amor de Deus, a proposta de Jesus que chama e envia. É deixar-se iluminar pela Ação do Espírito Santo que se renova a cada dia na estrada da vida”.

“Em tudo, admiramos sua serenidade no atendimento a todos os padres, lideranças leigas e fiéis que o procuram. Tem um carinho especial com os seminaristas. Gosta do que faz e o faz no sentido de ‘servir ao Senhor com alegria’. Vida assim, vale a pena vive! Cheia de sentido, com sensibilidade em cada nova situação, diálogo, determinação e muita dedicação. Reza e trabalha com espírito missionário”, concluiu Dom José.

“A eleição significa graça, mas não está ligada ao privilégio e sim ao serviço”

 O Arcebispo Metropolitano de Sorocaba, Dom Júlio Endi Akamine, SAC, dirigiu algumas palavras a Dom Manoel, enfatizando que “a celebração da Epifania do Senhor está profundamente ligada também à questão da dimensão da escolha. Deus escolheu, Deus elegeu um povo para si. E aquilo que ele escolhe, não volta atrás. Para nós a escolha significa dar a um aquilo que a gente não vai dar a outros, porém, a eleição de Deus não exclui, a eleição de Deus é graça, porque Ele escolhe e dá seus dons a quem quer, mas o dom é dado tendo em vista o bem de todos. Deus escolheu apenas um povo, o Povo da Aliança, mas dele nasceu o Salvador da Humanidade”.

Segundo o Arcebispo, “a eleição significa graça, mas não está ligada ao privilégio e sim ao serviço. A escolha, a eleição da vocação sacerdotal, da ordenação presbiteral, é prova de amor personalíssimo do Senhor. Mas essa escolha é feita para o serviço de todos, mas ainda, Deus dá ao mundo para que esse seja dom para todos. O senhor foi escolhido para que Deus presenteasse o mundo, como dom da graça divina em benefício da nossa salvação e do Reino de Deus”.

“Foram tocados pela sua unção”

 Representando o clero presente na celebração, o Padre Thiago Ouriques, administrador da Paróquia Sant’Ana, em Pedro de Toledo, e primeiro sacerdote ordenado por Dom Manoel, dirigiu uma saudação ao Bispo jubilando. “Me peguei a pensar no que haveria de mais significativo, entre tantos momentos cheios de sentido e importância, na sua história sacerdotal. Creio que um gesto, em especial, tenha o poder de abraçar todos os demais: a unção. O próprio Filho de Deus era Jesus, o Cristo – ungido para evangelizar os pobres. Ungido que ungiu os que Ele quis, fazendo sua unção derramar-se pela Igreja ao longo dos séculos, até chegarmos à sua vez. Há 25 anos, a unção do Bom Pastor lhe chegou às mãos, as tocou e transformou”.

Continuando, padre Thiago lembrou que “pelas estradas percorridas, quantos foram tocados pela sua unção! Quantos nascidos pela Graça do Batismo, quantos curados pela Reconciliação, quantos alimentados pelo Pão da Vida, quantos amparados no momento derradeiro… quantos acolhidos, quantos amados! Deus o recompense com as alegrias do que foi colhido, com a esperança do que precisa ser semeado nesse Vale que é de lágrimas e esperanças!”

Homenagens

Em diversos momentos da celebração, o Bispo de Registro recebeu homenagens de familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e seminaristas, merecendo destaque a canção “A Missão de todo dia”, cuja letra e música foi composta pelo padre Alessandro da Silva Nascimento, pároco e reitor do Santuário Nossa Senhora da Guia, em Eldorado, baseando-se na missão do sacerdote e no lema escolhido por Dom Manoel para o episcopado: “O Magnificat todo dia anunciar, preparar um lugar pra servir a quem encontrar. Que a missão de todo dia é: Servi ao Senhor com Alegria!”

“Houve mais a participação de Deus, do que meus esforços”

 

Antes de concluir a Celebração, dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, dirigiu a todos os presentes uma saudação, cujo texto segue na íntegra:

“Excelentíssimos bispos,

Reverendíssimos padres,

Seminaristas, religiosos (as), confrades MSC, autoridades civis,

Familiares e povo de Deus,

Agradeço sua presença amiga, neste dia em que celebro minhas bodas de prata. Para mim, é só mais um momento da vida, como outros. Mas, como a comunidade e os padres quiseram celebrar, me rendi a eles.

Na minha experiência pessoal, Deus sempre me surpreende. Mas, não me deixa sem a sua graça. Eu tenho lembrado que existe o “estado de graça” e a “graça de Estado”, que é quando Deus nos dá uma missão e nos sustenta nela, nos ilumina para que acertemos o caminho.

Por isso, vejo que nas surpresas de Deus em minha vida, que foram muitas, houve mais a participação de Deus, do que meus esforços. Confesso que não foi difícil chegar até aqui. Ao longo destes 25 anos de padre, trabalhei na formação de novos padres, creio que tem mais de 14 padres que passaram por minha formação, trabalhei em diversas paróquias e santuários, Sagrado Coração de Jesus em Sufrágio das Almas, em São Paulo, Paróquia São Bendito, em São Paulo, Santa Rita, em Pirassununga, Nossa Senhora do Sagrado Coração, em Vila Formosa (SP), Nossa Senhora da Soledade, em Delfim Moreira (MG), Nossa Senhora Aparecida, e Marmelópolis (MG) e Nossa Senhora Aparecida, em Itapetininga (SP). Confesso, que  fui feliz em todos os lugares em que estive presente, em missão.

Saí da zona rural, do distrito de Morro do Alto, uma simples Nazaré do Evangelho. Deus me conduziu pelo mundo como religioso Missionário do Sagrado Coração e depois como Superior Provincial. Quero reverenciar a Congregação, a quem sou muito grato, pela formação e estudos. Sou o que sou graça a Congregação religiosa.

A serviço da Congregação ou com o apoio da mesma, passei por mais de 40 países, conhecendo praticamente, todos os continentes.

Sou grato a minha família de sangue, pelo testemunho de vida, em especial aos meus pais, Manoel (em memória) e Zilda aqui presente. Meu pai, como exemplo de determinação e compromisso com a Igreja e com a as pessoas, e minha mãe, como exemplo de oração e fé. Sou grato aos meus irmãos e parentes mais próximos, pela confiança e presença animadora em minha vida.

Sou grato a família de fé, que Deus foi colocando em minha vida, pelos lugares onde passei. Pessoas que me ajudaram a viver e a crescer como filho amado de Deus e como padre.

Depois de uma bonita caminhada como padre, Deus me chamou para vir para a Diocese de Registro. Sou muito grato a Ele, pela sua misericórdia para comigo. Primeiro porque conhecendo meus limites e minhas fraquezas, me chamou para ser bispo de sua Igreja, depois porque me colocou aqui numa Diocese missionária, com 307 comunidades, nas 18 paróquias e uma área pastoral. Nossa diocese é pobre economicamente, mas rica em cultura e no compromisso comunitário. Sou feliz no meio do povo, dos padres, religiosos e seminaristas.

Nossos padres são missionários, simples, pobres e comprometidos com a evangelização. Nossos leigos são atuantes e evangelizadores. Agradeço aos catequistas, ministros, e agentes de pastoral pela sua dedicação em favor da evangelização.

Hoje é um dia de gratidão. Como diz o padre Humberto Capobianco. É preciso dizer Senhor obrigado e Senhor perdão.

Perdão por meus limites e fraquezas em responder ao seu chamado, Obrigado por ser tão generoso para comigo.

Que venham os próximos 25 anos, não preciso de muitas coisas, só peço a Deus que me sustente na alegria da missão, para que eu possa Servir ao Senhor e aos irmãos com alegria, todos os dias de minha vida.

Como dizia Santo Inácio: Daí-me tua graça e isso me basta. Amém.”

De Registro, com informações de Rubens da Cruz

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