Dioceses

Diocese celebra missa em memória do falecimento do primeiro missionário japonês fora do país

Foto: Ivone Lima / Pascom São José

A missa também marcou o encerramento do Encontro Anual da Pastoral Nipo-Brasileira (Panib). O Padre japonês que realizou seu apostolado na diocese de Presidente Prudente pode ser beatificado.

 Na manhã desse domingo (08/03), Dom Júlio Endi Akamine, SAC, arcebispo de Sorocaba (SP), presidiu a missa em memória do falecimento de monsenhor Domingos Chōhachi Nakamura, conhecido como monsenhor Nakamura, que completa 80 anos. A celebração ocorreu na Paróquia São José, em Álvares Machado (SP), na Diocese de Presidente Prudente.

A missa também marcou o encerramento do Encontro Anual da Pastoral Nipo-Brasileira (Panib) e reuniu pessoas do estado de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, além do atual sacerdote da comunidade, padre Jurandir Severino de Lima, e outros padres e diáconos ligados a pastoral.

A pastoral Nipo-Brasileira congrega os missionários católicos (clérigos, religiosos e leigos) que se dedicam, direta ou indiretamente, à evangelização e catequização dos japoneses e seus descendentes ou outros, radicados no Brasil.

História – Monsenhor Domingos Chōhachi Nakamura nasceu no dia 22 de agosto de 1865 na cidade de Fukue, localizada na província de Nagasaki. Em 1880, ingressa no Seminário de Nagasaki. Após 17 anos, ele é ordenado padre e, semanas depois, torna-se pároco na ilha de Amami Oshima, que pertence ao Japão, onde trabalhou por 26 anos.

Aos 59 anos de idade recebe o convite para acompanhar os imigrantes japoneses no Brasil. Em 23 de abril de 1923 desembarca no porto de Santos como o primeiro missionário japonês a atuar fora do país.

Na chegada, seguiu para o Rio de Janeiro e visita o Núncio Apostólico, Dom Enrico Gasparri. Na oportunidade, o Núncio deu ao monsenhor Domingos Nakamura uma carta de recomendação às Ordens Eclesiásticas, assegurando que o apostolado entre os imigrantes japoneses era um desejo apostólico de Roma.

Quatro meses depois é recebido por Dom Lúcio Antunes de Souza, em Botucatu (SP), primeiro prelado a solicitar a vinda de padre do Japão. Assim dá início a sua caminhada missionária.

Em 1927 participa da fundação do Colégio São Francisco Xavier (São Paulo). Já no ano de 1938, no Palácio Episcopal de São Paulo, recebe das mãos do Almirante Shinjiro Yamamoto, da Marinha Imperial Japonesa, a medalha “Ordem de São Gregório, o Grande” concedida pelo Papa Pio XI.

Durante sua vida no país, desenvolveu atividades missionárias em Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Trabalhou durante 17 anos em Álvares Machado (SP).

Um ponto importante da vida do missionário japonês foi a conversão de muitos imigrantes de religião budista ao cristianismo. Monsenhor Nakamura não teve uma paróquia no Brasil. Sempre foi missionário itinerante.

Monsenhor Nakamura faleceu na cidade de Álvares Machado (SP) às 16h do dia 14 de março de 1940. Em agosto de 2002 teve início o processo de beatificação do monsenhor e exige uma série de exigências pelo Vaticano, como a comprovação de ocorrência de um milagre autêntico por uma comissão de nove médicos peritos, pela Comissão de Cardeais, Arcebispos e Bispos membros do Dicastério e quando o Papa emite o Decreto Pontifício declarando o reconhecimento do milagre e que o candidato seja reconhecido como “Beato”.

Com colaboração Evandro Marques/Pascom Diocesana. Com informações da Polienteia e do site da Canção Nova.

 

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