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Desafios e sugestões para a Nova Evangelização e Transmissão da Fé

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Na foto, Pe. André fala sobre a JMJ e Semanas Missionárias

Com Celebração Eucarística, na qual se homenageou os bispos jubilares, foram retomadas as atividades da 76ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 nesta terça-feira, 11, no Seminário e Pousada Bom Jesus de Aparecida, SP. A Missa em memória de São Barnabé, mártir, foi presidida por dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo, que completou 25 anos de presbítero. Concelebraram Dom Irineu Danelo, bispo de Lins, que celebrou 25 anos de episcopado, e dom Osvaldo Giuntini, bispo emérito de Marília, que completou 50 anos de presbiterado. Ao final da celebração, homenageados por dom Salvador Paruzzo, bispo de Ourinhos, deram testemunhos de vocação e serviço.

Em seguida no auditório, teve inicio as intervenções da assembleia formada por bispos, presbíteros, diácono, religiosa e leigos que enriqueceram o debate sobre a Nova Evangelização e a Transmissão da Fé, dentro do tema proposto.

As intervenções chamaram a atenção por serem desafiadoras, urgentes e aplicáveis nas dioceses, paróquias e comunidades. Também foram partilhados trabalhos realizados ao longo do Ano da Fé. Destacamos algumas intervenções.

Sobre a forma de fazer acontecer a Nova Evangelização: “Santo Irineu diz que o “Novo” não deve ser entendido como ruptura, e sim como a retomada do passado levando-o a uma nova plenitude. Caminhamos de plenitude em plenitude.Sobre Fé e obras: Santo Antonio exorta: “Cessem os discursos. Falem as obras”. (Dom Fernando Figueiredo, Santo Amaro)

A função da Catequese: “Porta fidei aponta as 4 características da fé: professada, celebrada, vivida e rezada. A partir disso devemos fortalecer o nosso trabalho de evangelização, especialmente na catequese, levando os adolescentes, jovens e adultos a se engajarem nos trabalhos da comunidade. O crer das pessoas deve levar ao compromisso cristão, nas pastorais, movimentos e serviços de nossa Igreja. A catequese deve levar a celebrar o mistério de Deus na liturgia, nas orações e no compromisso concreto do dia-a-dia”. (Dom Vilson Dias de Oliveira, Limeira)

Testemunho de vivência na fé: “Jesus veio para salvar quem está perdido. Ter fé é crer que a pessoa pode ser mais. Não há ninguém de segunda classe. É preciso crer na missão. A fé se manifesta pela alegria de viver e conviver. Pessoas tristes dificilmente testemunham a vivência da fé. No ano passado a Pastoral da Sobriedade resgatou a vida de cerca 70 mil dependentes. Quem crê tem alegria. Anunciar a alegria da fé. Redescobrir a alegria de crer. Deus também “tem fé em nós”. Por isso ele busca quem está perdido”. (Dom Irineu Danelon, Lins)

Subsídio importante: “Segundo o documento do Ano da Fé “Porta Fidei”, a fé precisa ser entendida como abertura, mudança, decisão e conversão. O documento “Paróquia: comunidades de comunidades” nos ajuda muito a buscar a conversão pastoral. A partir das 5 urgências da Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, fazer da “transmissão da fé cristã” uma concretização dessas urgências da ação evangelizadora.” (Dom Vicente Costa, Jundiaí)

O exemplo do Papa Francisco: “Vivemos um momento extraordinário com o início do pontificado do Papa Francisco. Um momento que hoje está levando a revigorar a fé. O Espírito está dando à Igreja um novo vigor dando à Igreja um papa como Francisco. Francisco dá uma nova impostação ao jeito de ser Igreja: ele atrai a atenção pela simpatia, pela informalidade, pela simplicidade, pelo esforço de encontrar e estar com as pessoas. Francisco tem resgatado a profecia: tem falado fortemente contra o carreirismo. Tem falado da necessidade de ir para o meio do povo. Tem falado e demonstrado que a Igreja não vive para si mesma mas para a missão. Extraordinariamente tem falado com insistência do seu desejo de uma Igreja pobre capaz de acolher os pobres. O papa Francisco é o homem que fala com simplicidade ao coração. É o pastor que fala da beleza da misericórdia de Deus, de um Deus que perdoa sempre. Prega o Evangelho com os sinais. Os seus gestos falam mais que suas palavras. No contexto do Ano da fé, o papa Francisco recorda com frequência Bento XVI, insistindo que:

  • nossa preocupação deve ser não só com o conteúdo da fé, mas com a linguagem, o modo como a transmitimos;
  • nosso anúncio do evangelho só será capaz de produzir efeito se acompanhada por uma profunda vida interior, vida de união com o Senhor, radicada no Evangelho.

Outras riquíssimas intervenções contribuíram para o alento missionário no Regional e o desejo de enfrentar os desafios desta mudança de época.

O segundo dia terminou com a visita especial do padre André Cunha de Figueiredo Torres, SDB, Assessor Juventude do Regional Sul 1 – CNBB, onde falou sobre os últimos acertos da Jornada Mundial da Juventude, Rio de Janeiro e  das Semanas Missionárias nas dioceses. Em seguida o presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis deu informações sobre a visita do Papa Francisco a Aparecida no dia 24 de julho, em especial sobre o credenciamento de bispos, presbíteros e diáconos para a celebração presidida pelo papa.

A assembleia prossegue até amanhã, quarta-feira, 12, às 12h30, no auditório da Pousada Bom Jesus, em Aparecida, SP.

 

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