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Consagrados ao Senhor

No contexto das vocações, o mês de agosto abre espaço para a vocação que leva diversos nomes, mas que expressa a mesma realidade: a vocação de especial consagração a Deus, feita livremente, como decorrência da consagração batismal que é comum a todos os cristãos. O terceiro domingo de agosto é dedicado a esta vocação.

Trata-se da vocação para a “vida religiosa”, como se costuma dizer. A vocação de “Irmão”, de “Irmã”, ou de “freira” como também o povo diz, usando uma palavra que vem do francês e que quer dizer, exatamente a mesma coisa do que “irmã”.

Pois bem, logo percebemos que todas estas palavras podem ser aplicadas indistintamente a todos os cristãos. De fato, a “vida religiosa”, não está fora da dinâmica da vida cristã. Ao contrário, a assume em profundidade, e dá um testemunho de como, todos, podemos ser “consagrados a Deus”, e vivermos como “irmãos e irmãs” entre nós.

De acordo com as palavras do Concílio, a vida religiosa é um desdobramento profundo da consagração fundamental que todos recebemos em nosso batismo. Os valores que ela expressa e simboliza podem ser vividos no cotidiano de nossa vocação cristã.
O documento de Aparecida faz uma vinculação interessante da “vida consagrada”, com sua proposta ampla de todos sermos “discípulos missionários” de Jesus Cristo.

Como o “consagrado” é discípulo missionário?
Sendo discípulo de “Jesus – caminho do Pai misericordioso”. Com isto, vivendo a mística da comunhão com o Pai e com os irmãos, na comunidade.

Sendo discípulo de “Jesus – verdade do Pai”. Com isto, pronto a testemunhar profeticamente os desígnios do Pai, mesmo que seja preciso entregar a vida pelo martírio.

Sendo também discípulo de “Jesus – vida do Pai”. Com isto, colocando-se a serviço dos mais simples e humildes, e mais necessitados da presença carinhosa de Deus.

Assim as pessoas de “especial consagração”, podem colocar por inteiro sua vida a serviço de Deus e do próximo. Para isto é preciso sentir o apelo de Deus, que convida a deixar tudo para seguir o Mestre, como fizeram os discípulos e discípulas de Jesus.

Por Dom Demétrio Valetini, Bispo de Jales

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