Destaques Entrevista Especial

Cardeal Scherer fala sobre sua nomeação como membro do Conselho para a Economia

O Papa Francisco nomeou no último dia, 6 de agosto, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo entre os Membros do Conselho para a Economia. Em entrevista ao portal do episcopado paulista, dom Odilo conta como recebeu o anúncio desta nomeação – que acolheu com “serenidade” para realizar este chamado a colaborar nessa dimensão da vida da Igreja.

Como o senhor recebeu o anúncio desta nomeação para o Conselho para a Economia?

Recebi com serenidade, como um chamado a colaborar também nessa dimensão da Santa Sé e da vida da Igreja. O Papa renovou 13 dos 15 membros do Conselho para a Economia, uma vez concluído o quinquênio previsto na sua nomeação. Percebi que entre os membros, há alguma representação dos diversos Continentes, sendo minha nomeação representativa para a América Latina no Conselho.

Dom Odilo, quais são as tarefas fundamentais do Conselho para a Economia?

O Papa Francisco promoveu uma ampla reforma na organização econômica e administrativa da Santa Sé e criou a Secretaria para a Economia, que reuniu sob uma única Direção os diversos organismos anteriores que exerciam essa incumbência. A Secretaria para a Economia pode ser comparada ao Ministério da Economia nos governos civis. E  o Conselho para a Economia é um organismo da Secretaria, cuja finalidade é acompanhar, supervisionar e, em certos casos, aprovar as ações e iniciativas da Secretaria pra a Economia. Entre suas atribuições estão a aprovação do orçamento e do balanço anual, o acompanhamento da execução orçamentária, do plano de administração dos bens e das finanças, a aprovação de regulamentos e diretrizes para a economia e a administração do patrimônio e das finanças da Santa Sé.

Atualmente, além deste cargo, o senhor exerce outras atividades na Cúria Romana?

Sou também membro da Congregação para o Clero, da Congregação para a Educação Católica, do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e da Pontifícia Comissão para a América Latina.

O Papa Francisco tem realizado nomeações para a Cúria Romana oriundas de todo o mundo. Na opinião do senhor, isso reflete o empenho do Papa em fazer da Igreja cada vez mais sinodal?

Certamente. O Papa Francisco deseja que a Igreja Católica tenha um rosto e uma configuração “visível” cada vez mais universal, como é próprio de sua natureza teológica e espiritual. Por outro lado, ele chama representantes da Igreja presente em todo o mundo a darem sua contribuição no serviço à universalidade da Igreja, valorizando as contribuições locais e fazendo aparecer melhor a comunhão existente nas várias dimensões da vida e da missão da Igreja.  Penso que essa seja uma forma de valorizar a comunhão e a corresponsabilidade de todos pela vida e a missão da Igreja.

 

 

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