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Com o intuito de motivar as Igrejas Particulares do Regional Sul 1, as Campanhas da Evangelização e da Fraternidade foram apresentadas dando destaque aos benefícios proporcionados pela conscientização dos católicos em serem corresponsáveis na manutenção dos trabalhos de evangelização.

Na manhã do dia 22 de outubro, em um dos últimos momentos da 44ª Assembleia das Igrejas Particulares (AIP), realizada em Indaiatuba, no Mosteiro de Itaici, houve a apresentação das campanhas promovidas em âmbito nacional pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): a Campanha da Evangelização 2023 e a Campanha da Fraternidade 2024.

Abrindo a apresentação das Campanhas, Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo de Sorocaba e presidente do Regional Sul 1, enfatizou a necessidade de fortalecer as Campanhas, de modo especial, a Campanha da Evangelização, pois é aquela que permite sustentar as atividades das Comissões Episcopais: “Ontem tivemos a apresentação das novas equipes das Comissões Episcopais, que são sustentadas por esses recursos, por esta única campanha, que é a Campanha da Evangelização. Em nosso Regional, a partilha dos recursos é um pouco diferente, conforme já foi explicado, tivemos a decisão de não tirar nenhum centavo do gesto concreto da Campanha da Fraternidade, destinado integralmente para os projetos sociais, de ação socio-transformadora”.

CAMPANHA DA EVANGELIZAÇÃO 2023

A Campanha da Evangelização de 2023 apresenta como tema “Em Belém, casa do pão, Deus nos faz irmãos”, tendo como pano de fundo o mistério da Encarnação de Jesus.

O tema faz a transição entre a Campanha da Fraternidade de 2023, sobre a fome, e a Campanha da Fraternidade de 2024, sobre a fraternidade e a amizade social. Ainda, neste ano se comemora os 800 anos do presépio, criado por São Francisco de Assis, em Gréccio, na Itália, no Natal de 1223.

A Campanha da Evangelização foi criada por iniciativa da CNBB, em 1998. A ideia é motivar os católicos das diversas comunidades em todo o país a assumir a corresponsabilidade pelas diferentes atividades de evangelização que acontecem não apenas na comunidade local, mas em todas as outras instâncias da Igreja, como a Diocese, a Região e mesmo no âmbito nacional.

Esta conscientização envolve a contribuição financeira que é feita através de uma coleta nacional, realizada em todas as comunidades, no 3º domingo do Advento, este ano dia 17 de dezembro, inclusive nas missas vespertinas. A distribuição dos recursos obtidos através da coleta é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional.

No vídeo exibido aos participantes da 44ª AIP, Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, ressalta como os recursos obtidos pela Campanha da Evangelização são fundamentais para sustentar os trabalhos das Comissões Episcopais: “as doações permitem ainda estruturar todos o trabalho realizado pelas Comissões nas Dioceses do Brasil nos 19 Regionais da CNBB”.

Neste ano há uma novidade para a Campanha da Evangelização: foram preparados quatro folhetos para serem distribuídos às famílias das comunidades e paróquias, um para cada semana da Campanha, com uma breve reflexão, oração e conscientização a ser realizada em casa, pela família. Estes folhetos e os demais materiais da Campanha da Evangelização serão enviados para as Dioceses, que deverão distribui-los nas suas comunidades. Os materiais podem ser encontrados também no site das Campanhas da CNBB (campanhas.cnbb.org.br).

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Para apresentar a Campanha da Fraternidade (CF) de 2024, foram convidados o senhor Cláudio Lima Vieira, professor e jornalista, pós-graduado em Jornalismo e Política Internacional e coordenador da Campanha da Fraternidade no Regional Sul 1 da CNBB, e o Pe. Antonio Carlos Frizzo, assessor da CF no Regional Sul 1.

Para 2024, a CF apresenta como tema  “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23, 8). Contudo, o professor Claudio se concentrou em apresentar os projetos realizados através da Fundo Nacional de Solidariedade, além de fazer a proposta da criação de uma comissão da CF no Regional.

“Temos uma proposta para o Regional. Na Campanha da Fraternidade temos a coleta realizada no Domingo de Ramos. São 60% dos recursos que vão para as dioceses e 40% vão para o Fundo Nacional de Solidariedade. E muita gente não entende para onde vai esse dinheiro. Vamos mostrar o que acontece com parte deste dinheiro considerando o nosso regional”, comenta Cláudio antes da exibição de um vídeo que apresentou diferentes projetos que foram apoiados através dos recursos obtidos pela coleta da Campanha da Fraternidade e que compõem o Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB.

Os Fundos de Solidariedade promovem a fraternidade entre as diversas regiões do Brasil. O Fundo Nacional é composto pelos 40% dos valores arrecadados no Domingo de Ramos, enquanto os outros 60% são destinados aos Fundos Diocesanos de Solidariedade (FDS), permanecendo na própria Diocese de origem.

Cláudio reconhece que há pouca informação sobre como os recursos são destinados, o que promove desinformação e mesmo a veiculação de informações não verídicas. Para ajudar na ampliação da divulgação dos projetos apoiados pelo Fundo Nacional, uma parceria com a Pascom Brasil foi realizada: “A gente fez uma parceria entre a Comissão de Campanhas com a Pascom Brasil. Toda semana serão divulgados vídeos mostrando para onde está indo o dinheiro da Campanha da Fraternidade e do Fundo Nacional de Solidariedade”.

Em seguida, Claudio lançou a proposta concreta para a formação de uma Comissão da Campanha da Fraternidade no Regional Sul 1: “Qual é a proposta? A gente pretende discutir e conferir melhor os projetos que irão utilizar recursos do Fundo Nacional de Solidariedade pela criação de um grupo de trabalho no Regional. Apesar de responder de 20 a 25% do Fundo Nacional, nós representamos muito pouco enquanto projetos”.

No mesmo momento, a comissão proposta foi composta por alguns participantes da AIP que foram indicados: um bispo, um padre coordenador diocesano de pastoral, uma religiosa e uma leiga. Dom Manoel Ferreira dos Santos, bispo diocesano de Registro e referencial da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora foi o primeiro indicado, seguido da Irmã Izabel Patuzzo, da Congregação Missionárias da Imaculada. Mônica Moreno, leiga pertencente à Região Episcopal Brasilândia, da Arquidiocese de São Paulo, e o Pe. Eduardo Alves de Lima, coordenador de pastoral da Diocese de Jales. Esta equipe levará adiante propostas de projetos presentes no Regional e que podem ser apoiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade.

 

Fotos: José Ferreira Neto e André Botelho I Pascom Regional Sul 1