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Caminhos da Iniciação Cristã – Parte 5

O caminho de fé do cristão é resposta a um chamado de Deus. Discernindo os sinais de Deus em sua vida, e acolhendo o dom do Espírito, cada cristão consegue realizar a missão que Deus lhe confia. Desde Abraão, todos somos vocacionados! Trabalhar as vocações é um aspecto fundamental do processo de iniciação à vida cristã.

Em várias partes da Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, o papa Francisco fala do caminho vocacional, e cita também exemplos e modelos de resposta de fé ao chamado de Deus, tanto da Bíblia como da história da Igreja, destacando os santos de modo particular.

Hoje comentarei um parágrafo no qual o papa Francisco destaca o caminho vocacional de especial consagração. O papa ressalta, principalmente, como a Igreja tem cultivado essa realidade tão fundamental para a Igreja, e questiona sobre a fecundidade vocacional de nossas comunidades e paróquias: “Em muitos lugares, há escassez de vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Frequentemente isso se fica a dever à falta de ardor apostólico contagioso nas comunidades, pelo que estas não entusiasmam nem fascinam. Onde há vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas. Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito disponíveis nem alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que desperta o desejo de se consagrar inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se essa comunidade vivente reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração” (EG, n. 107).

Num segundo momento, o Papa fala da delicadeza do discernimento vocacional, que implica também a importante tarefa da seleção dos candidatos ao sacerdócio. Não se trata apenas de avaliar com critérios de eficiência, mas é preciso tocar as motivações mais profundas, e discernir sua autenticidade evangélica: “Por outro lado, apesar da escassez vocacional, hoje temos noção mais clara da necessidade de uma melhor seleção dos candidatos ao sacerdócio. Não se podem encher os seminários com qualquer tipo de motivações, e menos ainda se estas estão relacionadas com insegurança afetiva, busca de formas de poder, glória humana ou bem-estar econômico” (Idem).

Por Dom Tarcísio Scaramussa, SDB, Bispo Auxiliar de São Paulo, Vigário Episcopal da Região Sé e secretário-geral do Regional Sul 1 da CNBB

Artigo publicado originalmente no jornal O São Paulo – ed. n. 3005

 

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