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Artigo: Jesus se despede prometendo o Espírito Santo

A Igreja celebra hoje a solenidade da Ascensão do Senhor. Tendo ressuscitado ao terceiro dia de sua morte, Jesus mostrou-se vivo aos seus amigos e amigas, discípulos e apóstolos, durante quarenta dias, falando-lhes do Reino de Deus. Terminado este tempo, Jesus subiu ao céu voltando para a casa do Pai. A Ascensão é este evento. Conforme a página dos Atos dos Apóstolos lida na santa Missa de hoje “Jesus elevou-se à vista dos apóstolos, e uma nuvem o ocultou a seus olhos” (cf. 1ª leit., At 1,1-11). No Prefácio da santa Missa da Ascensão, o Padre reza assim: “Vencendo o pecado e a morte, Jesus, rei da glória, subiu hoje, ante os anjos maravilhados, ao mais alto dos céus. E tornou-se o mediador entre Deus, nosso Pai, e a humanidade redimida, juiz do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade. Por essa razão, transbordamos de alegria pascal e aclamamos a bondade do Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, cantando: Santo, santo, santo é o Senhor”.

No Evangelho da santa Missa da Ascensão, tirado de Marcos, capítulo 16, versículos de 15 a 20, Jesus se manifestou aos onze discípulos e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado”. Esta é a mesma missão que Jesus recebera do Pai. Lembremo-nos, por exemplo, quando, começando a sua vida pública depois do batismo por João Batista, segundo o evangelista Marcos, Jesus inaugurou a sua pregação proclamando o Evangelho de Deus: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Agora, Jesus se despede dos seus discípulos, os envia à missão e promete-lhes o Espírito Santo. Em Atos, conforme a primeira leitura acima citada, Jesus antes de ser levado aos céus dissera aos apóstolos: “Recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria e até os confins da terra”. Voltando ao Evangelho, Marcos conta que “Jesus foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus. E os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam”.

A missão da Igreja é cumprir este mandato do Senhor: “Evangelizare omni creaturae” (Evangelizar toda criatura), segundo São Marcos. Segundo São Mateus, fazendo de homens e mulheres seus discípulos pelo mundo inteiro, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto Jesus ordenou” (cf. Mt 28,19-20).

Para cumprir esta missão a Igreja está convencida de que só poderá e saberá como evangelizar se estiver cheia do Espírito Santo. Pois como diz São Paulo “devemos falar não para agradar aos homens, mas a Deus que põe à prova nossos corações” (1Ts 2,4). Então, precisamos nos deixar transformar pelo Espírito Santo.

Coloquemo-nos desde agora em oração, suplicando que o Espírito Santo venha renovar na Igreja, particularmente nesta Diocese que O tem como padroeiro, o Pentecostes, derramando os seus dons e o amor de Deus sobre todos nós, fazendo-nos “Igreja em saída”, discípula e missionária, que leva a toda gente e criatura a alegria do Evangelho da paz e do amor de Deus.

Oremos particularmente para que a Igreja seja o que o Papa Francisco disse que ela deve ser nos dias atuais, conforme está consignado na “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho): “A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho” (EG, 114).

Por Dom Caetano, OFM, Bispo diocesano de Bauru

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