Arquidiocese Dedicação da Catedral

Arquidiocese de São Paulo celebra Solenidade da Dedicação de sua Catedral

o coração da cidade, a Catedral da Sé, dedicada há 66 anos. Créditos: Jornal O São Paulo.

A Arquidiocese de São Paulo celebra neste sábado, 5 de setembro, o aniversário da Dedicação da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, conhecida como Catedral da Sé.

Em toda a Arquidiocese, a data é comemorada liturgicamente como festa, enquanto na própria Catedral é celebrada como solenidade. Igreja Mãe da Arquidiocese, a Catedral da Sé é um marco religioso, histórico e cultural da capital paulista.

De acordo com o arcebispo metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, há vários motivos pelos quais a Igreja destaca, na sua liturgia, o aniversário da dedicação dos templos. “O templo ‘dedicado’ representa, de maneira especial, o lugar sagrado que reservamos para Deus entre as nossas casas e os ambientes de vida e trabalho”.

Dom Odilo também explica que “o templo é um marco, um sinal de que Deus está, de fato, entre nós e que queremos orientar nossa vida para Ele”.

História
Inaugurada em 25 de janeiro de 1954, por ocasião das comemorações do IV centenário de fundação da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé foi dedicada somente em setembro, durante o I Congresso Nacional da Padroeira do Brasil, realizado entre São Paulo e Aparecida. A dedicação foi feita pelo Cardeal Adeodato Givanni Piazza, que veio como enviado pontifício para o Congresso da Padroeira.

Com 111 metros de cumprimento, 46 metros de largura e 65 metros de altura (com exceção das torres), a atual Catedral foi idealizada para substituir a antiga Igreja da Sé, de 1612, bastante deteriorada pelo tempo.

 Construção
A pedra fundamental da Catedral da Sé foi colocada em 1912, pelo então arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva. Sua inauguração estava prevista para 1922, durante a comemoração do centenário da Independência do Brasil. Porém, devido à falta de verbas e a ocorrência de duas Grandes Guerras que atrapalharam as importações dos materiais de construção, a Catedral foi inaugurada somente em 1954, pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, ainda que parcialmente concluída.

A construção da Sé desde o seu início foi muito difícil devido a suas proporções, pois tudo nela era grande. O projeto, de autoria do arquiteto Maximiliano Emil Hehl, previa que a mesma fosse construída em pedras. Para ser fiel ao projeto, foi adquirida uma pedreira a quatro quilômetros da estação de Ribeirão Pires. Além dos alicerces, as pedras foram utilizadas no serviço de cantaria, nas escadas e nas principais partes externas do templo.

Projeto
A Catedral da Sé passou pelas mãos de muitos engenheiros e arquitetos, mas o principal foi Maximiliano Hehl, que acompanhou a construção por apenas três anos, pois morreu em 1916. A construção passaria por outros arquitetos e também por algumas modificações no projeto original, tais como o mobiliário, os vitrais, a capela do Santíssimo.

Estilo
O estilo neogótico da Catedral é considerado peculiar, com seu aspecto eclético em estilos arquitetônicos. Nas colunas alçadas a 70 metros de altura, encontram-se elementos típicos da fauna e da flora brasileiras, como ramos de café, o tamanduá-bandeira, o tatu-bola, a coruja contrastando com grandes personagens do século XX, da história da Catedral e da história universal.

Órgãos e sinos
O órgão foi fabricado em Milão e é o maior da América Latina, com 10.200 tubos. Está desativado desde 1999 e existe projeto em andamento para a sua reconstrução. Já o carrilhão de sinos, localizado nas torres é um dos maiores do País, com 61 sinos sendo 35 acionados eletronicamente. Passou recentemente por uma reforma geral e está em pleno funcionamento.

Restauração
Fechada durante três anos (1999-2002), a Catedral passou por um restauro, no qual foram concluídos os 14 torreões, previstos no projeto original.

No restauro, também foram feitos os reparos de trincas, descupinização, sistema de águas, limpezas, restauração dos vitrais, elementos artísticos, mobiliário e portas, novas instalações elétricas, prevenção de combate a incêndio, recuperação da escadaria e construção de novos banheiros, reservatórios, elevador para deficientes físicos entre outras melhorias.

Referencia para a fé
Em meio à agitação é o corre-corre do centro da maior cidade do País, a Igreja Mãe da Arquidiocese de São Paulo é, sobretudo, um ponto de referência para a fé dos paulistanos.

São celebradas missas de segunda a sábado, às 12h e às 17h; domingo às 09h e 11h (presidida pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Pedro Scherer). Confissões, Adoração ao Santíssimo, Batismos, Matrimônios e o Grupo de Oração estão suspensos no momento, diante da pandemia.

As transmissões das celebrações podem ser acompanhadas pelas redes sociais: @catedraldasesp no Facebook, Twitter, YouTube e Instagram

Da redação do Regional Sul 1, Com informações do Jornal O SÃO PAULO e colaboração Fernando Geronazzo. 

 

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