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“O semeador nunca desiste de semear”

Projeto Amazônia ajuda na evangelização das comunidades ribeirinhas no Amazona

A quatro messes nossa equipe missionaria foi enviada pelo projeto Sul I da CNBB para nossa primeira experiência missionaria em um lugar desconhecido, sul de Roraima, ficando sobre os nossos cuidados três pequenos municípios de minoria católica.

A maioria do povo vive em condições precárias, sem nenhuma assistência por parte dos municípios e estado. Não há atendimento médico, ruas esburacadas, esgotos céu aberto, o ensino precário, não motiva e nem prepara os jovens para fixarem em sua terra. Alguns deles entram no trabalho informal, e outros sem perspectivas, enveredam pelo caminho do alcoolismo, das gangues, das drogas que se lastram nas pequenas e grandes cidades e também no campo. Há um grande êxodo dos jovens que ao completarem a maioridade sai em busca de um futuro melhor na capital do estado.
“somos semeadores de fé, esperança e amor. O semeador nunca desiste de semear, mesmo quando não sabe se verá os frutos maduros das sementes do bem e da justiça plantadas do chão e regadas com lagrimas, fadigas, corajosa perseverança e paciência evangélica.” ( 1º encontro da igreja católica na Amazônia, Belém, novembro 2016)

Esse é o nosso objetivo, semear, semear… E não espera o fruto mediático. Temos que agir como um pássaro que constrói seu ninho, levando galho por galho em seu pequeno instrumento de trabalho, bico, ate concluir a sua obra.

Passo a passo conseguiremos diminuir a violência, que diariamente atinge, sobretudo, os jovens. A desestruturação familiar, o desemprego, as frustrações aumentam os casos de violência domestica que levam à perda do sentido da vida. São frequentes os casos de trabalho escravo. Quem luta em defesa da justiça e dos direitos humanos muitas vezes é ameaçado e corre risco de morte.

Não podemos nos esquecer de nossa minoria católica que muitas das vezes não participam de nossas celebrações dominicais, porque, os que retêm o poder, os convocam para o trabalho, quase sempre aos domingos. Obrigando o povo escolher Deus ou sustento para sua família, levando-os a esquecer de suas praticas cristãs.

“os rostos sofredor dos pobres são rostos sofredores de cristo”. Eles desafiam o núcleo do trabalho da igreja, da pastoral e de nossas atitudes cristãs. Tudo que tenha relação com Cristo tem relação com o pobre e tudo que está relacionado com o pobre clama por Jesus Cristo. ( DAp. 393).

Encontramos nestas terras roraimenses projetos já encaminhados e vivenciados como: “É urgente cuida da ‘criação como casa comum da humanidade e matriz da vida do planeta; educar para um estilo de vida de sobriedade e austeridades solidarias…”

“acompanha mais de perto aqueles que estão ameaçados pelo desenrolamento predatório, apoiando seus esforços para conseguir equitativa distribuição da terra, da agua e dos espaços urbano.”
Incentivar a criação da pastoral da sobriedade e a criação de projetos que resgatem as vitimas da toxicodependência. Apoiar projetos que visem denunciar as violências e abusos sexuais contra crianças e adolescentes e favorece uma autêntica educação para o amor.

A Igreja é uma mãe que nos envia em missão e nos concede meios para essa missão. “A missão como testemunho de Cristo e anuncio do Reino é o eixo central da dinâmica pastoral da Igreja. A Igreja é o espaço onde se experimenta o Cristo presente em nosso meio (At 2,47)”. A vida em comunidade é essencial à vocação Cristã. O discípulo e a missão sempre supõem a pertença a uma comunidade. Deus não quis nos salva isoladamente, mas formando um povo. Este é um aspecto que distingue a experiência da vocação cristã de um simples sentimento religioso individual. “Por isso, a experiência de fé é sempre vivida em uma igreja particular” (DAp. 164).

Por Pe. Adeilson Rodrigues dos Santos, Missionário pelo Projeto Missionário dos Regionais Sul 1 e Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Histórico do Projeto

Na Assembleia Geral da CNBB de 1994, foi lançada a ideia do Projeto Missionário SUL 1 – NORTE 1. Os bispos do regional Sul 1, na época presidido pelo então bispo da Diocese de Piracicaba, dom Eduardo Koaik (in memorian), decidiram cooperar com a Igreja da Amazônia. Em seguida, a Conferência dos Religiosos do Estado de São Paulo aderiu ao projeto e formou-se então a primeira comunidade inter-congregacional.

Ao longo dos últimos 24 anos, cerca de 70 missionários foram enviados à região Norte do país, a fim de evangelizar no estado do Amazonas e Roraima, mas também ajudar no enfrentamento dos desafios da região, entre eles a carência de agentes; o isolamento das comunidades devido às distâncias geográficas; a exploração predatória dos recursos naturais; o narcotráfico e ainda o trabalho de resgate da cultura e a luta pelos direitos dos povos indígenas.

Palavra do Presidente

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