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Nota de pesar pelo falecimento da Irmã Alberta Girardi

A Irmã foi reconhecida por seu incansável trabalho na luta ao lado dos sem-terra Foto: Luciney Martins

O bispo de Mogi das Cruzes e presidente do Regional Sul 1, dom Pedro Luiz Stringhini, divulgou nota de pesar neste domingo (30/12), lamentando a morte da freira Irmã Alberta Girardi, de 97 anos, da Congregação das Pequenas Irmãs da Caridade, (Orionitas) e conhecida por seu vasto trabalho em favor dos mais pobres, dentre eles os trabalhadores sem terra, os irmãos de rua e as crianças. A religiosa faleceu na manhã deste domingo (30).

Eis o conteúdo da nota:

Por ocasião do falecimento da Ir. Alberta Girardi, aos 97 anos, pertencente à Congregação das Pequenas Irmãs da Caridade, (Orionitas), o Regional Sul 1 da CNBB rende graças a Deus pelo edificante testemunho de uma vida consagrada a Deus, na opção preferencial e incondicional pelos pobres.

Que seu exemplo nos anime a perseverar na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Ir. Alberta dedicou sua vida junto aos Sem Teto e Sem Terra. Seu exemplo não pode ser nem esquecido nem abandonado.

Obrigado Ir. Alberta e que Deus a acolha agora na alegria da vida plena do Seu Reino. Com profunda gratidão!

Dom Pedro Luiz Stringhini
Bispo de Mogi das Cruzes, SP
Presidente do Regional Sul 1 da CNBB

Uma trajetória de luta em favor dos mais pobres

A irmã Alberta Girardi, nasceu em Mestre (Veneza), no dia 24 de outubro de 1921, da Congregação das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade (ORIONITAS) é conhecida por seu vasto trabalho em favor dos mais pobres, dentre eles os trabalhadores sem terra, os irmãos de rua e as crianças.

Em 2007, recebeu o prêmio Franz de Castro Holzwwarth da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Este ano, foi homenageada com o Prêmio Especial, concedido durante a Primeira Mostra de Direitos Humanos em São Paulo.

Nasceu em Quarto de Altino, Veneza, Itália, no dia 24 de outubro de 1921. Chegou no Brasil em janeiro de 1970 e foi enviada diretamente à cidade de Araguaína, naquela época Estado de Goiás, onde trabalhou até 1986. Teve que deixar a cidade quando o padre Josimo, seu companheiro de trabalho pastoral, foi assassinado por fazendeiros. Irmã Alberta havia também sido jurada de morte.

Posteriormente, trabalhou junto às comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó, no Pará, e em outras localidades. Em 1996 foi transferida para São Paulo e trabalhou na CPT (Conselho Pastoral da Terra), órgão da CNBB hoje presidido por um bispo orionita. Chegou a viver pessoalmente num acampamento de trabalhadores sem terra por dois anos. Hoje, no km 27 da Rodovia Anhanguera há um reassentamento que leva seu nome.

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