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Apresentado no Conselho Permanente o Instrumento de trabalho para o Sínodo para a Amazônia

Conselho Permanente reunido na sede da CNBB, em Brasília.

O Sínodo para a Amazônia foi pauta, na manhã de ontem (26), do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Participaram da reunião, ocorrida desde terça feira na sede da CNBB, em Brasília,  a presidência da Conferência, bispos que presidem as comissões episcopais pastorais e os regionais e representantes de organismos eclesiais da Igreja no Brasil.

O Monsenhor Raimundo Possidônio, um dos brasileiros especialistas que participou da elaboração do Instrumentum Laboris, o Documento de Trabalho do Sínodo, apresentou o material aos membros Conselho Permanente. Possidônio comentou o processo de construção do material e destacou os principais pontos de cada uma das três partes que compõem o material. “As proposições que estão no Documento vieram das escutas das bases, que foram momentos fortes desse processo do Sínodo. Ali estão tem muitas aspirações, muitos sonhos, e isso está tudo presente no Instrumentum”, completou o Monsenhor.

Após a apresentação, os participantes do Conselho Permanente comentaram as impressões do material. Dom Bernardo Johannes Bahlmann, da diocese de Óbidos e presidente do regional Norte 2, destacou a importância de o Documento mostrar a diversidade da região amazônica. “Ele (o Instrumentum Laboris) vai nos ajudar, como Igreja, a colocar luz na situação de como estamos na Amazônia e servirá de apoio para uma certa proteção daqueles que trabalham na luta pelos direitos dos povos que ali vivem”, completou o bispo.

Dom Canisio Klaus, bispo de Sinop/MT e presidente do regional Oeste 2, disse que o trabalho para se chegar ao Documento de Trabalho foi muito real e feito junto às bases. “Eu mesmo me sentei com eles, os indígenas, as comunidades, eu participei. O Documento são palavras deles, não nossas”, frisou Dom Canísio. Para o bispo de Sinop é preciso, a partir de agora, compromisso com o que veio das escutas. “Se não tivermos amor, dedicação e profetismo teremos muitas barreiras. O Papa nos pediu para escutar e sermos fiéis à essas escutas”, destacou.

“Chama-me à atenção as citações dos documentos da caminhada da igreja na Amazônia”, comentou Dom Edson Taschetto Damian, bispo da diocese de São Gabriel da Cachoeira e presidente do Regional Norte 1. De acordo com Dom Edson, o Instrumentum Laboris é um documento profético, pois descreve as belezas da Amazônia e não se silencia diante dos projetos de destruição. “E termina com boa fundamentação teológica e eclesiológica para falar da Eucaristia e do direito que a ela que deve ser garantido às comunidades”, finalizou Dom Damian.

Dom Mário Antônio, bispo de Roraima e segundo vice-presidente da CNBB, disse que o texto revela a beleza das escutas realizadas no processo sinodal, bem como as lacunas e necessidades na história da caminhada da Igreja da Amazônia. “Nos preocupa, agora, o estudo e os consensos que precisamos estabelecer sobre a realidade. Cabe a nós, bispos da Amazônia, dialogar entre nós e com os demais bispos dos outros países da Pan-Amazônia”, refletiu Dom Mário.  Segundo o bispo de Roraima a discussão sobre a Ecologia Integral é bastante exigente e o Sínodo para a Amazônia não pode ter uma reflexão aquém da que foi produzida na Laudato Si. “Espero que tenhamos energia e força para atender o apelo do papa de que façamos propostas corajosas”, conclui Dom Mário.

Comissão Episcopal Especial para a Amazônia – Após a apresentação do Documento de Trabalho, o Conselho Permanente aprovou a continuidade da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia/CEA. Com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, a CEA foi criada em 2003 e tem sido responsável por uma série de iniciativas e articulações de projetos e ações na região.

Com a aprovação da Comissão pelo Conselho Permanente, os membros da CEA permanecem os mesmos, pelo menos até o Sínodo, de forma a garantir a continuidade dos processos já iniciados. Fazem parte da Comissão o Cardeal Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo (SP), na função de presidente; Dom Ervin Krautler, bispo emérito de Xinguú (PA), como secretário; Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO); Dom Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo de Manaus (AM); Dom Vicente Costa, bispo de Jundiai (SP); e Ir. Maria Irene Lopes, no serviço da assessoria.

Com informações do site da Repam

 

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